12:43

Sair

Parece tão fácil viver assim,
No entanto ninguém sabe,
Apenas eu.
Em calabouços me escondo,
Do Relógio tenho medo.
Corro para dar tempo.
Não faço tudo que quero,
Tudo que faço não é o que desejo.
Ouço vozes perturbadoras,
Falam sem conhecer.
Nos meus descanços perturbam,
Falam e a mim acusam.
Por certo não sabem o que acontece,
E o que sabem não é o suficiente.
Me chama quando querem,
Ou então quando não tem ninguém para acusar.
Apontam o dedo pra quem ajuda,
Mesmo sem tempo até para si.
Se tudo isso acontece agora,
O que mais se espera é ir embora.