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A morte fria

Hoje eu acordei, tomei banho, café da manhã;
Nesse tempo eu pensei em diversas coisas, de todas as formas;
Logo quando sai na porta percebi que a flor que plantei desfaleceu;
Justamente a que eu mais zelava, cuidava, que mais amava, a mais bela.
Pois bem, nos últimos dias eu percebi que ela estava a morrer,
Fiz de tudo para não deixar isso acontecer, pedi forças a ela própria,
Cuidei, adubei, e pedi para que ficasse conosco.
Mas hoje ela se foi, sem lutar e sem se permitir.
Deixará tristeza e solidão.
Partiu de uma maneira que me deixa muito triste, sem me dar o direito de lutar.
Embora isto, eu lutei, fiz de tudo para não deixa-la partir.
Agora talvez eu não cultive nenhuma outra violeta em seu lugar,
Algo normal, pois quem gostava tanto de uma que se foi não esquece assim tão fácil;
Porém, deixarei partir, espero que não nasça em outro jardim.
Quem sabe até possa voltar e ressurgir aqui.
Espero que se for assim, não demore, pois se demorar de mais, pode brotar outra flor, mesmo sem eu querer.

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